Incêndio atinge área do porto de Beirute um mês após grande explosão

Embaixadores árabes agradecem apoio ao Líbano; decano de conselho de diplomatas destacou papel do Brasil na ajuda.

Um estoque de óleo e pneus na região portuária de Beirute pegou fogo nesta quinta-feira, pouco mais de um mês depois que uma gigantesca explosão devastou o local e uma área residencial ao redor da capital libanesa. A causa do incêndio ainda não foi esclarecida A Marinha do Brasil informou, por meio de nota, que a fragata Independência, que opera na região, está em área distante do local do incêndio.

“Todos os tripulantes do navio, componentes brasileiros do Estado-Maior da FTM-UNIFIL [Força-Tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas no Líbano] e pessoal de apoio em terra passam bem”, diz a nota.

O incêndio começou na zona franca do porto, erguendo uma enorme coluna de fumaça sobre a cidade. Imagens de televisão mostraram bombeiros tentando apagar as chamas no porto, onde armazéns e silos de concreto que armazenam grãos foram destruídos pela explosão de 4 de agosto.

Cerca de 190 pessoas morreram na explosão do mês passado e uma área de Beirute perto do porto foi destruída. A explosão foi causada por um grande estoque de nitrato de amônio que foi mantido em más condições no local por anos.

O Brasil foi um dos primeiros países a ajudar o Líbano após a explosão no começo de agosto. O decano do Conselho dos Embaixadores Árabes no Brasil e embaixador da Palestina, Ibrahim Alzeben, agradeceu em nome da diplomacia árabe integrante do conselho pelo apoio e a solidariedade prestados pelo Brasil e pelos que viabilizaram o auxílio, entre eles, a Câmara de Comércio Árabe Brasileira.

Através do Grupo de Ajuda Humanitária ao Líbano, do qual a Câmara Árabe faz parte, o Brasil arrecadou quase 70 toneladas de doações para envios ao país árabe. O grupo é formado por entidades, organizações, hospitais, igrejas, setor público e diplomacia e teve apoio do governo federal para as suas ações, como o envio de uma remessa inicial de donativos por avião da Força Aérea Brasileira (FAB) no início de agosto. A entrega foi feita no Líbano por uma delegação liderada pelo ex-presidente Michel Temer.

De acordo com Alzeben, o apoio e a solidariedade entre os árabes é uma obrigação patriótica e humanitária. “A posição do Brasil é um ato humano que avaliamos como de alto nível”, afirmou o diplomata. “Quero também, como Conselho dos Embaixadores Árabes, agradecer à Câmara de Comércio Árabe Brasileira, ao seu presidente (Rubens Hannun) e ao secretário-geral (Tamer Mansour), por terem disponibilizado todo o pessoal para trabalhar, colaborar e apoiar o Líbano a tragédia que aconteceu”, declarou.

O embaixador disse que o Conselho dos Embaixadores Árabes do Brasil está comprometido a apoiar os esforços em todos os níveis pela ajuda ao Líbano, incentivou e apoiou a campanha de arrecadações e o pronunciamento de parlamentares brasileiros sobre o assunto. Ele agradeceu a parlamentares da Câmara dos Deputados e do Senado por suas declarações de apoio ao Líbano, e ao Grupo Parlamentar Brasil-Países Árabes pelo apoio na ajuda ao país.

O decano destacou ainda o papel do ex-presidente Michel Temer como líder da missão brasileira de ajuda ao Líbano. “A visita dele deixou um sentimento de gratidão muito grande, tanto no Líbano como em todo o mundo árabe”, afirmou.

Em nome do Conselho dos Embaixadores Árabes no Brasil, o embaixador enviou carta à Câmara Árabe agradecendo a atuação da entidade e dos demais envolvidos no auxílio humanitária ao Líbano.

Com informações da Agência Brasil, citando a Reuters; e da Agência de Notícias Brasil-Árabe

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